A falta de vontade e o medo da justiça brasileira

Por Anderson de Souza
anderson@muitoparana.com.br

A possível saída dos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) da Operação Lava Jato mostram detalhes muito específicos de nossa República.
A primeira é que “forças ocultas” parecem ávidos em terminar a Lava Jato neste exato momento e o judiciário chancela com a desculpa de perseguição.
Juízes, procuradores e promotores não devem temer; mesmo que isso possa custar a continuidade de suas carreiras. A Justiça não é o bem maior? Eles propagam isso em todas as entrevistas na imprensa. Será que eles não podem sacrificar o cargo público pelo povo?
Assim o pessoal da toga teriam louvores e seriam verdadeiros mártires, heróis do Brasil. Mostrariam aos brasileiros – seus verdadeiros patrões – que pelo menos essa instituição é séria. Porém não é bem isso que se afigura.
Outra coisa, sem insinuar nada, longe disso, até agora o judiciário parece demonstrar uma total falta de vontade na continuação da Lava Jato. Exemplo? Partidos como o PSDB ainda não entraram na mira da Justiça.
Dois pesos e duas medidas? Não sei. Mas é muito esquisito o tratamento que Aécio, Serra e cia. tem pelo Poder Judiciário.
Se interromperem as investigações neste momento, os tucanos seguem como se não tivessem feito nenhum malefício ao Brasil. Alguém acredita mesmo nisso? Grandes empresários sairão como os únicos “demônios” e só.
Existe um pano de fundo muito peculiar por trás da proposta de intimidação de juízes e procuradores, aprovada pelos deputados federais. O tempo mostrará!

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